Depois do período natalício, a minha presença pelos espaços cibernautas voltará a rarear. Ainda assim, escrever continua a ser, para mim, um gesto tão vital como respirar — sobretudo quando o mundo se veste de desassossegos. Foi então que esta ideia se aproximou, não como um pensamento claro, mas como uma brisa suave que nos interpela, trazendo consigo um lume pequeno, teimoso, aceso contra a inquietação. Um lume que, sem esquecer as agruras do mundo, procura devolver-lhe alguma cor. Há chamas que iluminam; esta, além disso, parece murmurar.
É no alvoroço silencioso deste laboratório que o imaginarium científico tomará forma.
À medida que as ideias forem despontando, partilharei convosco as experiências deste Manual de Ciência para Sonhadores, onde a razão caminha de mãos dadas com a fantasia e onde cada desvio pode abrir uma porta.
Se, neste mundo conturbado, conseguir arrancar alguns sorrisos, já terá valido a pena.
Fernando Alagoa © 2026 | Todos os direitos reservados

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